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Moskow é foda. Como admiradora e conhecedora do trabalho de Moskow, já tendo sido fotografada por ele diversas vezes em tempos e contextos muito diferentes, alem de já ter tido a oportunidade de acompanhar como expectadora alguns de seus ensaios, me pergunto agora, quantos olhos ele tem para conseguir fotografar assim?

Com certeza não são só os dois olhos da cara e as lentes de uma câmera. Seu trabalho não é como de muitos que apenas conseguem enxergar no mundo aquilo que lhes é reconhecível ou familiar. Narcisistas ou ignorantes, como a maioria de nós acaba sendo, que só admiram aquilo que é espelho ou que é conveniente. É preciso ser grande por dentro para se enxergar a grandeza do que realmente existe do lado fora a nossa volta.

Em seu trabalho, Moskow não vê e nos mostra apenas aquilo que o representa, aquilo que ele reconhece como semelhante ou aquilo que ele já conhece. Seu olhar não é para si mesmo. Em suas fotos , deseja e busca entender os outros mundos, o mundo dos outros, outras
realidades coletivas ou particulares. Seus sentidos estão atentos ao que está ao redor e sua escuta é imensa. O que me faz entender também sua forte relação com a música. Aliás o que fez com que nossos trabalhos se encontrassem pela primeira vez foi essa interseção musical.

Assim, sendo ele esse fotógrafo que procura sensivelmente ver o que os outros vêm, sentir o que os outros sentem, digo que ele tem os meus olhos também. Ele tem os olhos de cada ser que já fotografou e são muitos. Posso então afirmar que para fotografar assim, revelando ao expectador toda a beleza que há em cada rosto, céu, rua , prédio, canto de sala ou horizonte, Moskow usa os seus milhares de olhos, um ouvido afinadíssimo e uma visão que alcança o infinito.

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Sorte é o caralho! A guerra entre o crime organizado de forma mambembe e a inoperância dos serviços de segurança pública no Rio de Janeiro já sepultou milhares de pessoas, por décadas. Em todas as trincheiras possíveis e, principalmente, fora delas. Uma das primeiras pautas que fiz com o Moskow foi justamente o enterro de um policial civil.

Chegamos ao cemitério e ele topou contar comigo as cerca de 200 viaturas estacionadas no entorno, que faziam daquele trecho da região portuária o local mais seguro do Rio. Quando já estávamos no carro, a caminho do jornal, percebemos que a imagem que eu tinha na cabeça não havia sido registrada pela câmera dele. “Isso precisa ser sinalizado”, ele me disse. Erro crasso meu.

A partir desse dia, não foi mais preciso dizer coisa alguma. Minhas perguntas mostravam a ele o caminho que eu seguiria; o apontar da câmera dele alertava para o que eu estava deixando escapar. No lixão da Baixada Fluminense; nas casas destruídas no caminho de uma via expressa; no pós-guerra do Complexo do Alemão.

A sintonia da parceria profissional não é dom. Ela é construída com paciência, sensibilidade, atenção e trabalho, muito trabalho. Quando tudo se alinha, os outros costumam chamar isso de sorte.

Ter o Moskow em qualquer projeto é melhor que sorte. Se o vir passar, agarre sua oportunidade.

Jaime Filho - Jornalista

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O trabalho do Moskow é extremamente personalizado. Tive algumas experiências com ele e duas marcaram bastante. A primeira, foram fotos de divulgação para o programa ‘Conexões Urbanas’, em 2010, no Complexo do Alemão. Até hoje, quando a imprensa quer algo ligado a minha imagem, usa as fotos do Moskow, porque fomos muito felizes nesse dia. As locações, a atmosfera de tudo que pairava naquele momento, com o auge da Pacificação, o Rio de Janeiro vivendo talvez um dos melhores momentos da sua história. Quis o destino, que em outro grande momento, também no Complexo do Alemão, num evento que criamos, o ‘Desafio da Paz’. Promovemos uma corrida no mesmo trecho por onde os traficantes fugiram, antes da Pacificação. Com a chegada das Forças de Segurança, não só os moradores da favela, mas também pessoas de diversas partes do RJ, policiais,políticos, jornalistas, artistas, fizeram o percurso. Foi um momento ímpar da minha história, com capa de praticamente todos os jornais do Brasil, citação na imprensa mundial, porque aquele evento da pré Pacificação, o mundo inteiro assistiu. Esses são meus dois grandes momentos com o Moskow, que marcaram a minha vida. Se hoje sou produtor em diversos projetos audiovisuais, sejam longas metragens ou séries, o ‘Conexões’ foi meu laboratório. Então, naquele momento, os registros fotográficos dele teve uma importância muito grande, assim como o “desafio da Paz’’.

José Jr - Fundador do AfroReggae

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Eu sempre fui uma admiradora da arte do Moskow e desejei muito fazer com ele um ensaio gestante, conectado totalmente com o meu processo interno de profundas transformações. Na época, eu estava envolvida num estudo sobre Deusas e conexão com a natureza e, a partir daí, iniciou-se o processo de criação do ensaio que foi realizado na minha 38• semana de gestação. O olhar do Moskow foi assertivo, sublime e poético! Inesquecível!

Bárbara Borges, atriz

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A missão nunca foi fácil. Depois de alguns anos “fechadas” para a grande imprensa, as favelas do Rio de Janeiro “se abriram” com o processo de pacificação (enquanto ainda funcionava). Os jornalistas agora poderiam entrar com tranquilidade, circular, conversar e conhecer melhor os moradores e contar as boas histórias, que até então estavam “escondidas” atrás da violência quase que diária. E lá fomos nós: eu como repórter e o Moskow registrando tudo em imagens. Podemos dizer que fomos os desbravadores, porque até então ninguém fazia isso. Graças ao nosso trabalho com o blog da pacificação, a grande mídia se interessou pelas histórias e passou a procurar as favelas, os moradores e começou a contar essa “parte boa” que até então não tinha espaço nas páginas dos jornais. Naquela época as mídias locais ainda não eram fortes como estão hoje, graças às mídias sociais e ao ótimo trabalho feito pelos próprios moradores. Nomes como Renê Silva e Raull Santiago surgiram nesse caminho, dois jovens ativistas que conhecemos ainda meninos quando começavam essa caminhada.

E duas características muito particulares do Moskow ajudaram muito no sucesso desse trabalho: um olhar muito diferenciado e a sensibilidade de entender o todo. Vou explicar. Muitas pessoas conheceram o blog da pacificação e suas histórias graças às fotos, que sempre chamavam muita atenção. Um material construído com carinho por quem estava sempre nos melhores lugares (onde tem história boa) e sabia a importância daquele trabalho que a gente estava fazendo. O Moskow se envolvia profundamente com cada pauta, com cada história e assim tiramos muita gente boa do anonimato. E foram muitas! Tudo isso sem reclamar (fotógrafo normalmente reclama), pelo contrário, sempre com disposição para mais e mais.

Foram muitos os parceiros que tive durante toda a minha carreira. O Moskow certamente está na galeria dos melhores. Um grande cara, que virou meu amigo. Um grande fotógrafo, que me ajudou muito na carreira.

Camilo Coelho, jornalista

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Em 2011, Moskow e eu recebemos uma missão um tanto inesperada e muito desafiadora: viajar ao Haiti para, ao longo de dez dias, acompanhar e registrar o trabalho da ONG Viva Rio no país caribenho. Naquele momento, um ano depois do terremoto que devastou aquela nação já tão carente, as ações da entidade carioca envolviam projetos robustos de cultura, esporte, educação, saneamento e muito mais. Porém, para nós, muito mais do que descrever em números o tamanho da operação, nosso objetivo era demonstrar o impacto do Viva Rio na vida daquelas pessoas. Precisávamos revelar como cada um daqueles indivíduos eram transformados. Portanto, mais do que a grandiosidade, o que nos interessava era a profundidade de cada ação.

Assim, o trabalho de Moskow foi fundamental. Como fotógrafo, sempre soube se conectar com as histórias de cada uma daquelas pessoas que retratava e, assim, suas fotos transmitem aquela sensação que tivemos ao estar lá. E isso exigia não apenas olhar apurado e empatia para enxergar o mundo pelos olhos dos haitianos, mas também técnica impecável para trabalhar com agilidade em uma rotina conturbada e acelerada. Além disso, Moskow foi meu parceiro para escolher em quais das iniciativas do Viva Rio deveríamos investir mais do nosso curto tempo por lá, sendo fundamental nessa decisão editorial do que registrar.

Victor Gubiotti De Martino, jornalista

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